De acordo com o CEO do YouTube, Neal Mohan, a chegada da web3 «abre novas oportunidade aos criadores», já que acredita que «novas tecnologias
como a blockchain e os NFT permitem criar relações mais profundas com os fãs». Os exemplos dados passam pela possibilidade de conceder aos seguidores uma forma segura de garantir que estes possuem vídeos, fotos, arte e até experiências dos seus criadores favoritos.

O web3 Metaverso é um mundo virtual onde podemos construir e partilhar experiências imersivas. Todas as experiências Metaverso são alimentadas pelo blockchain Ethereum. Os metaversos são uma das ideias mais emocionantes do momento. É um pouco como o enredo de Snow Crash, exceto onde Neal Stephenson imaginou um mundo virtual que era apenas uma matriz de pixels sem estrutura real, os metaversos serão construídos em cima de uma infraestrutura do mundo real.
Podemos pensar nisso como uma versão do Google Maps baseada em blockchain, mas em vez de apenas ter acesso a mapas de ruas, teriamos acesso a renderizações 3D de todos os edifícios do mundo. Poderíamos entrar neles e explorá-los da maneira que desejasse. O Metaverso é a ´sandbox´
definitivo e o kit de ferramentas criativo definitivo.
Na senda da inovação da experiência em vídeo, o YouTube revela hoje, em comunicado, um conjunto de apostas a serem lançadas durante o ano
de 2022. Além dos já existentes Shorts e Directos, a plataforma digital aponta ainda ao metaverso e à web3.
No que toca ao YouTube Shorts, os criadores de conteúdo poderão voltar a misturar o conteúdo da plataforma de várias formas, em linha com
a funcionalidade já existente que permite “remixar” o áudio de outros vídeos, além de disponibilizar mais efeitos, mais ferramentas de edição e não só – de forma a aumentar a interacção entre criadores e seguidores, o YouTube vai permitir responder a comentários individuais com um Short.
Também os Directos vão ter direito a um upgrade, com a possibilidade de vários criadores entrarem em directo, na mesma stream, ao mesmo tempo.
A secção de comentários não fica igualmente de fora, já que o YouTube está a testar a viabilidade de cada criador determinar as próprias regras. No que toca aos espectadores e ouvintes, as novidades vão chegar por meio de actualizações na aplicação do YouTube para a smart TV – os lares vão ter acesso ilimitado a streams e vão poder ver vídeos sem ligação à internet – e na app Music – os utilizadores premium vão ter experiências ainda mais “harmoniosas e tranquilas”.
«Finalmente, o metaverso. Estamos a planear algo em grande para tornar as nossas visualizações mais imersivas. A primeira área que é expectável
verem é a do gaming, na qual vamos trabalhar para proporcionar aos jogos ainda mais interacção e torná-los mais reais. Ainda é cedo, mas estamos
entusiasmados para ver como vamos conseguir transformar estes mundos virtuais em realidade», indica o CEO.
Será possível criar objetos (reais e virtuais) e colocá-los neste mapa em qualquer local que você quiser, desde que você possua a propriedade ou os direitos de terra para esse local específico. Imagine poder enviar um presente a qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo e recebê-lo instantaneamente. Ou poder compartilhar arte ou vídeos da forma que desejar em qualquer local da Terra.
Fonte: Marketeer